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São Ludgero,23/08/2026

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Comissão aprova projeto que cria sistema de incentivo à produção sustentável na Amazônia

camara.leg.br
Comissão aprova projeto que cria sistema de incentivo à produção sustentável na Amazônia


Thiago Cristino / Câmara dos Deputados

Deputada Socorro Neri fala ao microfone. Ela é uma mulher branca, tem o cabelo liso, loiro, na altura dos ombros, veste uma camisa listrada de vermelho e branco e segura um papel

Socorro Neri: a proposta tem inegável mérito econômico, social e estratégico


A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou proposta que cria o Sistema Nacional de Competitividade Econômica das Cadeias Produtivas Estratégicas da Amazônia Legal. O objetivo é estimular a renda e a industrialização regionais, aliadas à preservação ambiental.


A proposta aprovada é a versão (substitutivo) da relatora, deputada Socorro Neri (PP-AC), para o Projeto de Lei 1263/26, do deputado Duda Ramos (Pode-RR). A nova redação foca os incentivos em atividades de desenvolvimento sustentável.


Veja a íntegra do texto aprovado


No parecer aprovado, Socorro Neri destacou a importância das medidas para o desenvolvimento local. “Esse sistema pode atuar como instrumento regional de implementação e complementação das políticas nacionais existentes”, disse.


Sustentabilidade e fomento

Como a versão original, o substitutivo cria mecanismos como:



  • o Prêmio de Valorização Econômica Amazônica, voltado à compensação de custos logísticos; e

  • o Fundo de Garantia e Competitividade das Cadeias Produtivas da Amazônia Legal, destinado a facilitar o acesso a crédito produtivo e a reduzir riscos.


Prioridade

Além disso, a proposta aprovada estabelece prioridade de fomento para cadeias ligadas:



  • à sociobiodiversidade;

  • à agricultura familiar;

  • ao extrativismo sustentável;

  • a sistemas agroflorestais; e

  • a empreendimentos conduzidos por povos e comunidades tradicionais.


Para ter acesso aos benefícios, será preciso comprovar a regularidade ambiental e a ausência de condenações por trabalho escravo ou desmatamento ilegal.


A relatora também incluiu no texto a exigência de consulta prévia quando os projetos afetarem territórios indígenas.


Próximos passos

O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.


Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei


 



 


 





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