Pesquisa Atlas mostra Lula ampliando vantagem após crise de Flávio com Vorcaro
Foto: Ilustrativa IA A pesquisa indica que o desgaste provocado pelo caso Daniel Vorcaro não ficou restrito ao noticiário político e já apresenta reflexos eleitorais para Flávio Bolsonaro. Enquanto Lula avançou no levantamento, o pré-candidato do PL registrou queda.
Mesmo com desaprovação maior que aprovação, o presidente Lula segue liderando os principais cenários da disputa presidencial de 2026, segundo a nova pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19). O levantamento mostra um governo desgastado, mas também revela que a direita ainda não conseguiu construir um nome alternativo suficientemente competitivo fora da família Bolsonaro.
Mesmo diante desse desgaste, Lula continua liderando os cenários eleitorais apresentados pela Atlas.
No principal cenário de primeiro turno testado pela pesquisa:
O dado mais relevante desse cenário é a consolidação de Flávio Bolsonaro como único nome efetivamente competitivo do bolsonarismo. O senador aparece muito à frente de Zema e Caiado, reforçando a dependência da direita em relação à família Bolsonaro.
A pesquisa também testou um cenário sem Flávio Bolsonaro e com Michelle Bolsonaro representando o campo bolsonarista.
Nesse quadro:
Lula: 47,8% (+1,3)
Michelle Bolsonaro: 30,4% (-2,4)
Renan Santos: 7,5% (+0,6)
Romeu Zema: 5,9% (-0,1)
Ronaldo Caiado: 3,1% (+0,2)
Branco/nulo: 2,4% (+0,1)
Não sabem: 2,9% (+0,3)
O levantamento sugere que, apesar da força da marca Bolsonaro, a transferência de capital político dentro da própria família encontra limites.
O cenário reforça uma preocupação crescente dentro da direita: trocar Flávio por Michelle ou outro nome pode significar risco real de perder competitividade e até de ficar fora do segundo turno.
A pesquisa mostra que:
No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente também aparece na frente.
O cenário mostra:
Os números indicam que Lula preserva uma frente eleitoral mais ampla fora do núcleo petista, enquanto Flávio ainda encontra dificuldades para ultrapassar o teto do eleitorado bolsonarista mais fiel.
Os cruzamentos demográficos da pesquisa mostram que Lula segue especialmente forte entre os mais pobres, no Nordeste e entre eleitores que votaram nele em 2022. Já a direita continua mais forte entre evangélicos, eleitores de renda mais alta e nas regiões Sul e Centro-Oeste.
A fotografia eleitoral apresentada pela Atlas mostra um país ainda profundamente polarizado, mas relativamente estável em seus blocos políticos. O governo Lula apresenta desgaste relevante após mais de três anos de mandato, porém a oposição ainda não conseguiu converter esse desgaste em maioria eleitoral.
Outro dado importante é o enfraquecimento dos nomes alternativos da direita. Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem fragmentando o eleitorado conservador, mas sem demonstrar capacidade real de liderar o campo oposicionista.
Na prática, a pesquisa sugere que o bolsonarismo entrou em um ponto de dependência da própria família Bolsonaro. Sem Jair Bolsonaro elegível, Flávio aparece como herdeiro natural do espólio político do ex-presidente, enquanto outros nomes seguem incapazes de ocupar plenamente esse espaço.
O levantamento ouviu 5.032 pessoas entre os dias 13 e 18 de maio, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.






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