Helicóptero cai em Pomerode, piloto morre carbonizado e investigação aponta aeronave sem autorização para voar
Robinson R44 caiu em área de difícil acesso no bairro Testo Central; torre de alta tensão foi atingida e aeronave estava com certificação vencida desde 2024
Foto: Comunicação Bombeiros Militar Um helicóptero modelo Robinson R44 caiu na manhã desta quinta‑feira (21) em Pomerode, no Vale do Itajaí, resultando na morte do piloto Hans Ulrich Frank, de 71 anos. Ele estava sozinho na aeronave, que ficou completamente destruída pelo fogo, conforme informou o Corpo de Bombeiros. O corpo do piloto foi encontrado carbonizado após o combate às chamas.
A queda ocorreu por volta das 8h40, em uma área de campo no bairro Testo Central, em local de difícil acesso. Os Bombeiros Voluntários de Pomerode foram os primeiros a chegar na ocorrência e encontraram o helicóptero em chamas. O local foi isolado para o trabalho das equipes de resgate e, posteriormente, para atuação dos órgãos de perícia e investigação.
Segundo o capitão Jefferson Luiz Machado, piloto do helicóptero Arcanjo‑03, houve dificuldade inicial para localizar o ponto exato da queda por causa de um banco de nevoeiro na região. Em sobrevoo, as equipes identificaram uma torre de alta tensão danificada, “partida pela metade”, e, cerca de 400 metros adiante, localizaram a aeronave em chamas. A suspeita é de que a aeronave tenha colidido com a rede de alta tensão antes de cair, circunstância que será analisada tecnicamente.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foi acionado e ficará responsável pela apuração das causas do acidente. A investigação deve considerar fatores como condições meteorológicas, rota de voo, possíveis falhas mecânicas, eventual colisão com a estrutura de energia e o histórico de manutenção da aeronave.
Informações preliminares da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam que o helicóptero estava com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) vencido desde agosto de 2024. Esse certificado atesta que a aeronave cumpre os padrões de segurança e manutenção exigidos para operação. Sem a renovação do documento, a operação é proibida pelas normas aeronáuticas em vigor.
Após a extinção do incêndio, os bombeiros confirmaram o óbito do piloto e mantiveram a área isolada para o trabalho da Polícia Científica e dos peritos do CENIPA. Os destroços serão analisados e, ao final do processo, um relatório técnico deverá indicar as causas prováveis do acidente e recomendações para prevenção de ocorrências semelhantes.





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