Complexo Hospitalar Santa Teresinha reforça equipe e reduz superlotação no Pronto-Socorro
Terceiro médico passou a atender às segundas-feiras, das 14h às 20h, em caráter experimental
Foto: Divulgação O Complexo Hospitalar Santa Teresinha reforçou a equipe médica do Pronto-Socorro às segundas-feiras após identificar um aumento recorrente de aproximadamente 30% na procura pelo serviço no início da semana. Desde o final de agosto, um terceiro médico passou a integrar a escala das 14h às 20h, em caráter experimental e com custos assumidos pelo próprio hospital.
A medida foi adotada após períodos de forte pressão sobre o atendimento de urgência e emergência. Em abril, a sala amarela chegou a operar com 300% da capacidade. Em agosto, as salas vermelha e amarela atingiram 200% de ocupação, enquanto a sala de observação chegou a 212,5%.
Segundo o hospital, o aumento da demanda esteve relacionado à maior circulação de doenças respiratórias durante os meses frios, à chegada de pacientes graves encaminhados pelo Samu e pelo Corpo de Bombeiros e à procura por atendimentos de menor complexidade.
Após analisar os dias e horários de maior movimento, a direção técnica constatou que as segundas-feiras registravam procura cerca de 30% superior à média habitual. Com o reforço da escala, a instituição afirma que não foram registrados novos episódios de superlotação no período.
O diretor técnico do Complexo Hospitalar Santa Teresinha, Marcelo Brum Vinhas, explica que a medida permitiu adequar a capacidade de atendimento à demanda. A instituição continua monitorando os indicadores para avaliar a necessidade de ampliar a equipe em outros períodos.
O hospital também ressalta que a superlotação não depende apenas do número de profissionais. A chegada simultânea de pacientes graves, a permanência em observação, a necessidade de internação, a procura por casos sem caráter de urgência e a espera por transferências também interferem na capacidade do serviço.
A orientação é que o Pronto-Socorro seja procurado em situações de urgência e emergência, especialmente quando houver risco imediato ou possibilidade de agravamento. Casos sem sinais de gravidade devem ser direcionados preferencialmente às unidades de Atenção Básica.





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