Candidato à Presidência questiona política social de Lula e apresenta propostas para licenciamento ambiental e segurança pública
Flávio Bolsonaro critica reajuste do Bolsa Família e promete 'tesouraço' na economia durante campanha em Santa Catarina
Foto: Divulgação O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado, 19 de setembro, que o presidente Lula (PT), também candidato à reeleição, tentou comprar o voto dos mais pobres ao assinar o decreto que reajustou em 15% o Bolsa Família. Em discurso feito em Joinville (SC), o político também prometeu um "tesouraço" na economia.
Crítica ao reajuste do Bolsa Família
"Ele foi e tentou comprar o voto dos mais pobres, dando noventa reais de reajuste para o Bolsa Família. Que vergonha, Lula! Que vergonha! O Bolsonaro triplicou, deu mais 420 reais do que era a média do Bolsa Família; você deu R$ 90", afirmou Flávio.
O reajuste foi anunciado na quinta-feira, 17 de setembro. Com isso, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.
Campanha em Santa Catarina
Flávio esteve em Joinville, cidade governada por Adriano Silva (Novo) até abril deste ano, quando renunciou ao cargo para ser vice na chapa do candidato do PL à reeleição ao governo de Santa Catarina, Jorginho Mello.
O evento contou com lideranças do partido e dos irmãos de Flávio, que concorrem a cargos em Santa Catarina: Carlos Bolsonaro para o Senado e Jair Renan para deputado federal. O candidato à presidência também viajou para Chapecó, no Oeste, onde fez outro discurso para apoiadores.
Propostas para licenciamento ambiental
Flávio também afirmou que irá trazer para a presidência da República a questão de licenciamento ambiental ao dizer que uma "burocracia danada" trava empreendimentos no Brasil.
"Vamos respeitar a lei, vamos preservar o Meio Ambiente, mas vamos transformar as riquezas que Deus deu para nossa nação em riquezas para o nosso povo", afirmou.
Outras promessas de campanha
Ainda no discurso, Flávio Bolsonaro repetiu outras promessas da campanha, como a de classificar facções criminosas como organizações terroristas e reduzir a maioridade penal.
Também declarou que a mínima para emissão de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) deverá ser diminuída para os 16 anos.
Críticas ao STF e a Lula
O candidato usou boa parte do discurso de cerca de 30 minutos para tecer críticas a Lula e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).





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